Arquivo | maio 2012

Jardim Botânico de SP, um encanto no meio da selva de pedra

Em um lindo dia de sol, a dica é apreciar o Jardim Botânico de São Paulo, quem sabe até neste fim de semana ou no feriadão na próxima semana. Inspirador em todos os sentidos, ele fica na Zona Sul da cidade e tem 360 mil m² de extensão, bem no meio da selva de pedra.

É a terceira maior reserva de Mata Atlântica da capital paulista, tem mais de 80 anos de existência e pertence ao Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEFI), administrado pelo Instituto de Botânica, organização pública do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria do Meio Ambiente.

Jardins Botânicos são importantes na conservação da biodiversidade e muitas plantas neles cultivadas fazem parte de uma lista de espécies que correm o perigo de se tornarem extintas.

Logo na entrada, há uma alameda de Palmeiras Imperiais, margeada pelo Córrego Pirarunguáua, onde estão espécies de Bromélias e as Gloxínias, ameaçadas de extinção.

Um pouco mais à frente, encontramos algumas árvores de café e o aroma do fruto pode ser sentido a distância.

O Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues guarda um material muito rico e interessante: sementes, folhas, flores, frutos e muitas curiosidades. As estufas reúnem diferentes espécies, como as Avencas, com as folhas em formato de coração. Achei uma beleza!

Sala de entrada do Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues (Foto: Flores de Lulu)

Durante meu passeio, vi vários casais que usavam a paisagem como ‘pano de fundo’ para fotos. E os novos visitantes ficam encantados. É o caso da arquiteta (e fotógrafa por hobby) Tânia Paz. “Os parques brasileiros são lindos. Me encantei hoje aqui, vou levar muitas imagens boas deste passeio”.

Além das plantas, o Botânico reserva surpresas, como um lagarto que cruzou meu caminho.

Continuando nosso roteiro, chegamos ao lago das Ninféas, onde encontramos o Lírio D’água e os
Copos-de-leite, imagens que enchem os olhos, em uma formação de nascentes que constituem a bacia hidrográfica do Riacho do Ipiranga.

Uma informação muito útil e fundamental: o restaurante do Jardim Botânico, que fica aberto para almoço de 12h às 15h, serve comidas deliciosas. O quilo custa R$ 40.

Outra dica – No dia 6 de junho, quarta-feira antes do feriadão, o Jardim Botânico de São Paulo vai inaugurar um novo viveiro de plantas, em celebração pelo Dia Mundial do Meio Ambiente. A
instalação servirá para a reprodução de espécies e o fornecimento de material para estudos.

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A flor da era dos dinossauros

Você conhece ou já ouviu falar de uma Protea? Segundo estudos paleontológicos, essa planta originária da Africa do Sul é contemporânea dos dinossauros e existe há pelo menos 300 milhões de anos.

São mais de 60 gêneros, em um total de 1.400 espécies conhecidas. Somente as américas do Sul e Central abrigam aproximadamente 90 espécies. As Proteaceae representam um dos mais antigos grupos dentro das angiospérmicas (que produzem sementes).

O crescimento é variável e podemos encontrar desde formas rastejantes, com hastes trepadeiras, eretas, com caules subterrâneos, arbustos de crescimento vertical e até mesmo árvores. Por causa da variedade e da aparência exótica, as Proteas são muito usadas em arranjos decorativos. É possível comprá-las pela internet, mas é necessário prestar atenção à época correta.

Em Itapeva, região sul de Minas Gerais, encontrei a Protea Safari Sunset na Fazenda Tropical Flores (veja as fotos abaixo), que pertence ao Grupo Reijers. É um denso arbusto arredondado com flores vermelho-claret que mudam para um cor de rosa quando ficam mais maduras. As flores são firmes, facilitando o corte.

Foto: Flores de Lulu

O engenheiro agrônomo Gustavo Rosa Vieira explica que “as Proteas foram domesticadas ao longo dos séculos e passaram por processos de melhoramento”.

A planta se adapta a qualquer tipo de solo, chega a medir 2,5 metros de altura e suporta temperaturas de até -10°C, se for cultivada em solo bem drenado e sem fertilizante.

Após o corte, a Protea dura algumas semanas e mesmo seca, mantém aparência bonita na decoração.

Foto: Flores de Lulu

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Os jardins da Catedral de Notre-Dame

A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas igrejas francesas em estilo gótico. Sua construção começou no ano de 1163. Minha amiga Wendy Kerr esteve recentemente por lá, durante alguns dias de férias. Ela sabe da paixão que tenho pelas plantas e flores. Por isso, me enviou estas lindas imagens de um jardim de Tulipas e Petúnias que fica ao longo do lado direito da catedral, bem pertinho do Rio Sena.

Para quem não sabe, as tulipas são originárias da Turquia e tem o nome inspirado na palavra turco-otomana tülbend, posteriormente afrancesada para tulipe, que originalmente significa turbante, considerando a forma da flor invertida. Embora as tulipas não se adaptem bem ao clima brasileiro, é possível induzir a planta a, pelo menos, ter mais uma floração, simulando as condições climáticas do seu habitat natural para estimular os bulbos a brotarem.

Quando você adquirir um vaso de tulipas, dê preferência aos que ainda estejam com as flores em botão. Dessa forma, você poderá aproveitar a beleza da flor por mais tempo. A dica é conservar o vaso em um local fresco e com luminosidade. O ideal é evitar vento e sol forte. Pode-se colocar algumas pedras de gelo sobre a terra no vaso, pela manhã e ao entardecer, a fim de diminuir o excesso de calor.

Se a intenção é ter sempre a planta, tão logo as flores murchem, corte-as, inclusive as folhas. Retire então os bulbos da terra, realize a limpeza cuidadosamente com o auxílio de uma escova macia e deixe em local fresco e arejado por cerca de 3 meses, sem molhar.

Após esse período, plante os bulbos em um novo vaso, com terra vegetal umedecida, sem que esteja encharcada. Embrulhe o vaso em um plástico e guarde no congelador durante cerca de 6 meses, em uma temperatura ideal de 2 a 5 graus. Passado esse tempo, retire o vaso da geladeira e coloque-o em local fresco e com boa luminosidade por mais 2 meses, mantendo a terra sempre úmida. Após esse procedimento, o vaso novamente embrulhado em plástico deve retornar ao congelador, onde deve permanecer por mais 6 meses. Concluída esta etapa, o vaso deverá ser colocado em um local iluminado: a tulipa deverá florescer num período entre trinta a cinquenta dias. O processo é demorado, mas vale a pena!

Outra espécie que encontramos nos jardins de Notre-Dame são as Petúnias (Petunia hibrid), originárias de locais tropicais e subtropicais da América do Sul. A maioria das petúnias encontradas em jardins é híbrida (procriados por duas espécies distintas, mas pertencentes ao mesmo gênero). É o resultado do cruzamento entre duas espécies diferentes ou entre duas linhagens puras de uma mesma espécie.

A planta prefere o Sol, floresce na primavera e no verão e pode apresentar-se nas cores vermelha, azul, rosa, laranja, salmão, púrpura e branca. São consideradas clássicas para plantio em vasos suspensos e floreiras. É recomendado que o plantio seja feito durante a primavera e não fazer a semeadura muito próxima umas das outras, assim elas crescerão mais rapidamente. Não regue em demasia. Muita água pode causar estragos. De tempos em tempos adicione fertilizantes e retire as folhas murchas regularmente.

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Mães merecem flores e amor eterno


Monte um belo arranjo para a sua mãe neste domingo (Foto: Lucia Damico)

Amor, carinho e muitos sorrisos. Estes são alguns gestos com os quais as mães merecem ser presenteadas por seus filhos todos os dias, concordam?

E como o dia delas se aproxima, é hora de escolher algo que as agrade e traga felicidade.

Minha dica, claro, são as flores, sempre adoráveis, independente do tamanho ou se a cor combina com outros objetos da casa. É o tipo de presente que jamais será trocado.

Rosas, Lírios, Tulipas, Orquídeas. A variedade é grande. Basta usar a criatividade. Agrada sempre!

O decorador Vic Meirelles, especialista em arranjos de florais e de plantas, se interessa pela natureza desde criança, quando morava com a avó na cidade de Santa Rita do Passaquatro, no interior de São Paulo. Há 29 anos na profissão, ele ganhou fama por seu trabalho nas festas das celebridades e garante: “as flores são as melhores formas para presentar as mães no dia dedicado somente a elas”.

Meirelles dá três dicas e afirma que todas vão agradar. “A primeira são as Orquídeas, que simbolizam o amor eterno. Elas não morrem, sempre crescem e florescem. Outra opção são as rosas vermelhas, que demonstram o amor e a paixão que os filhos têm por suas mães. E, para as mais exotéricas, rosas brancas, o símbolo da paz”.

Em homenagem às mães, mesas decoradas por Vic Meireles estão expostas até o dia 14 de maio no Shopping Pátio Higienópolis, na zona oeste de São Paulo (veja a galeria abaixo).

São arranjos compostos por orquídeas brancas do gênero Phalaenopsis, lírios, avencas, musgos e suculentas – plantas que mantêm reservas de líquido durante períodos prolongados e sobrevivem em ambientes áridos e secos, além das Orquídeas Chocolate, Oncidium Sharry Baby, que dão um colorido e aroma todo especial às mesas.

Segundo Vic Meirelles, os arranjos foram inspirados em um jardim que todas as mães gostariam de ter em casa.

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