Arquivo | abril 2012

Dica de um feirante sobre verduras hidropônicas

Fui à feira livre do Largo Santa Cecília, no Centro de São Paulo, na manhã deste domingo para comprar verduras e ganhei uma dica ótima de um feirante sobre a conservação de verduras hidropônicas.

“Mantenha a planta presa à raiz. Retire e lave somente o que você for consumir. Deixe o resto na geladeira”. Essa técnica, segundo o feirante, prolonga a vida útil do alimento em até dez dias. Para os especialistas a medida pode parecer óbvia, mas é bem mais habitual do que se pensa arrancar a planta da raiz e guardar somente folhas e talos.

A saber, hidroponia é a técnica de cultivar plantas fora do solo, com as raízes mergulhadas em uma solução que contém água e os nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento. Leia mais sobre a hidroponia aqui.

Fica a dica para você que gosta de colorir seus pratos com um verde exuberante e aprecia a alimentação saudável.

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Mantenha a planta hidropônica presa à raiz (Foto: Luiz A.S. Ventura) 
Guarde a verdura hidropônica na geladeira. (Foto: Luiz A.S. Ventura)
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Manjericão, o tempero da nona

Boa neta de italianos que sou, eu sempre esperava o domingo chegar para acompanhar minha avó na cozinha preparando o molho, sempre tão cheiroso, para o macarrão. Posso até sentir o aroma como se fosse agora. Ela costumava colocar manjericão misturado a outros temperos e, como mágica, deixava tudo uma delícia.

Por causa dessas lembranças, hoje vou escrever sobre a plantação de hortas em casa. Não é preciso muito espaço para cultivar as ervinhas que agradam tanto olfato e paladar.

O primeiro passo é escolher o que queremos plantar, mas já que falei do aroma do molho, que tal o Manjericão?

Precisamos de uma mudinha ou sementes da planta. Você pode adquirir em lojas de decoração, supermercados e floriculturas. Custam em média R$ 2,00.

Na sequência, temos que preparar o local onde a planta será colocada. Pode ser um canteiro ou um vaso com pedrinhas ou caquinhos de cerâmica para drenagem e terra até a metade do recipiente. Plante a mudinha ou a semente e deposite mais terra até que a raiz seja totalmente coberta.

O manjericão precisa ficar sob o sol pleno, mas sem exposição excessiva. Ele não tolera o frio e deve estar, preferencialmente, próximo da cozinha, para facilitar o acesso de quem for cozinhar.

Para que sua planta continue firme e forte é recomendado o replantio de tempos em tempos. No verão, deve ser regado com regularidade.

Quando o manjericão florir, corte o pendão. Este método manterá a planta sempre bonita.

Curiosidades do Manjericão – O Ocimum basilicum é uma das mais importantes ervas culinárias. Sua mística espalhou-se pelo mundo a partir do México e o tornou conhecido como o ‘Talismã do Amor’. Com folhas decorativas e saborosas, dá um toque poético a diversos tipos de pratos.

Também é usado em tratamento médicos. Suas folhas têm propriedades sedativas e são muito boas para combater enjoos, vômitos e dores de estômago. É ainda usado como um repelente natural de insetos.

Atenção: sempre procure um profissional da área médica antes de iniciar qualquer procedimento.

Em uma próxima oportunidade darei dicas de outras ervas para serem cultivadas em casa.

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(Fotos: Medien Kommunikationn)

Chamado de ‘Talismã do Amor’, o manjericão dá um toque poético a diversos pratos
As folhas do manjericão têm propriedades sedativas e são boas contra enjoos

Rosas com selo internacional de sustentabilidade

Você já parou para pensar como foram produzidas as rosas que você recebeu algum dia de alguém?

Imaginou quanto tempo, etapas, dedicação e estudo foram necessários para que uma rosa chegasse a suas mãos e trouxesse beleza ao seu lar?

Fui ao campo (literalmente) para saber como são produzidas as rosas e descobri que o Brasil tem o único produtor em todo o mundo que conseguiu 98,8 pontos – o máximo é 100 – em uma certificação internacional de sustentabilidade no cultivo de flores e plantas: o selo MPS – Milieu Programma Sierteelt (programa de meio ambiente floricultura), criado na Holanda, referência mundial no setor.

Quem ganhou a certificação foi a Fazenda São Benedito, a maior produtora de rosas do País, que fica na cidade de São Benedito, na Serra da Ibiapaba/CE. Este local, que pertence ao Grupo Reijers (leia-se Réiers), passou por um rigoroso processo de acompanhamento que durou um ano e envolveu relatórios periódicos sobre o uso da água, de defensivos agrícolas (os famosos agrotóxicos), fertilizantes, energia elétrica e sobre a produção e uso de resíduos (lixo).

Visitei a Fazenda Tropical Flores, em Itapeva/MG, que também faz parte do Grupo Reijers, tem mais de 1 milhão de roseiras cultivadas em cerca de 200 mil metros quadrados e adota o mesmo processo utilizado no Ceará.

Muitos detalhes chamam a atenção. Não há, por exemplo, aquela irrigação por meio de canos que ficam no alto das estufas. O processo gerava desperdício. Por isso, é utilizado um sistema de gotejamento direto no vaso. A água escorre e vai para uma tubulação, que a transporta até um reservatório. Essa água não precisa de qualquer tratamento e retorna para o sistema de gotejamento, em um processo contínuo, sem nenhuma perda.

Ao longo das estufas foram penduradas esponjas embebidas em uma solução de creolina, o que afasta completamente os insetos e reduz o uso dos pesticidas, agrotóxicos e etc.

Os resíduos (galhos, folhas, pétalas) são armazenados para secar, triturados e depois reutilizados na produção como adubo.

Agora que você já sabe do cuidado na produção das rosas, preste atenção se a flor que você está levando para casa foi cultivada nos moldes que respeitam o selo MPS. Assim, você também contribui para a preservação do meio ambiente.

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Nas estufas, não há irrigação pelo alto nem desperdício de água (Foto: Lucia Damico)
Do plantio até a separação, tudo foi auditado pelo MPS (Foto: Lucia Damico)
Todas as etapas da produção foram acompanhadas durante um ano (Foto: Lucia Damico)
Saiba se a rosa que você quer tem certificação de sustentabilidade (Foto: Lucia Damico)
Procure sempre pelo selo MPS (Imagem: Divulgação)

Borra de café é ótimo para fertilizar e limpar flores e plantas

Vocês já ouviram dizer que borra de café faz bem para as plantas? Pois não é que faz mesmo! Fiz a experiência e está dando certo.

Para conhecimento, a borra do café é uma excelente fonte de nitrogênio – um dos principais componentes do solo e o mais consumido pelos vegetais -, mas para usar o material, temos primeiro que preparar a terra.

Vou explicar alguns processos que auxiliam na nutrição e beleza das plantas.

O primeiro é simples, mas não imediato, porque se a borra for colocada diretamente no solo, sem misturá-la a outros adubos orgânicos, ao invés de fertilizar, ela roubará o nitrogênio para se decompor, podendo criar fungos. O ideal é utilizá-la com outros fertilizantes naturais, de preferência triturados – cascas de legumes, de frutas, de ovos, restos de grama cortada – deixando secar ao sol.

Após este processo, deixe fermentar por aproximadamente 60 dias, mexendo sempre no composto até que se transforme em uma ‘farinha’ homogênea, podendo então ser utilizada como adubo.

Outra forma de adubação é misturar uma parte de borra de café – somente ela – com dez partes de terra.

Limpeza – A borra também é ótima para limpar as folhas das plantas que ficam dentro de casa, diluindo uma parte dela em cinco partes de água. Molhe um pano ou algodão e passe na planta. As folhas ficam brilhantes!

Dica – Não guarde a borra do café por muitos dias porque ela vai criar mofo.

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Separe a borra do café (após esfriar), a terra, uma pá ou colher e um vaso onde você fará a mistura
Com o mesmo medidor (pá ou colher), junte uma porção da borra e dez porções iguais de terra
Coloque a mistura no vaso de sua planta

A maior exposição de Orquídeas dos EUA

Vivian Afonso-Samuel é uma brasileira que está longe de casa e da família. Casada há cerca de seis meses com um americano, ela mora em Nova York.

Nas horas de folga, Vivian adora apreciar o colorido das flores. Nesta semana, ela foi visitar o The New York Botanical Garden (Jardim Botânico de Nova York) para conferir uma espetacular exposição de Orquídeas.

‘Jardins Verticais’, nome dado ao evento criado pelo artista Patrick Blanc, já está em sua 10ª edição. É considerada a maior exposição de Orquídeas dos EUA. As centenas de espécies estão dispostas de maneiras inusitadas, desafiando a gravidade.

Os detalhes e o capricho são peculiaridades que valem a pena para quem estiver lá pelos lados ‘novayorkinos’.

The Orchid Show: Patrick Blanc’s Vertical Gardens está em cartaz até o dia 22 de abril: http://www.nybg.org/exhibitions/2012/orchid-show/

Abaixo, as fotos feitas por Vivian.

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